Aprenda a rezar o terço da Misericórdia às 15h

Os ministérios de intercessão e dos criativos do Movimento Água Viva se uniram para criar um guia de oração para rezar o terço da Misericórdia diariamente, Baixe, salve no celular, mande para seus familiares e amigos e juntos, vamos rezar pela Misericórdia de Jesus por cada um de nós e pelo mundo inteiro.

Guia de oração para rezar o terço da Misericórdia

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Por que rezar o terço da Misericórdia?

A melhor forma de entender o que significa rezar o terço da Misericórdia diariamente às 15h, na dita hora da Misericórdia, é lendo o livro Diário de Santa Faustina .

Em uma tentativa de fazer um super resumo, podemos relatar que o prório Jesus Cristo apareceu a Santa Faustina pedindo que ela pintasse a sua imagem, como ela estava vendo, e escrevesse a baixo dela “Jesus, eu confio em Vós”. Algo que ela não teve sucesso em realizar, por não ter habilidades artísticas para tal missão, se rendeu a pedir que um verdadeiro artista o fizesse.

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Novena de São Joaquim e Santa Ana (9º dia)

Pelos idosos

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém 

Oração

Gloriosos Sant’Ana e São Joaquim, pais de Maria Santíssima e avós de Jesus, nós vos louvamos e pedimos que nos alcanceis grande amor por Jesus e Maria, para que trilhando o caminho das virtudes, possamos agradar-lhes em tudo e contribuir para a construção do Reino de Deus neste mundo. Amém.

História 

O culto de Sant’Ana de São Joaquim é presente no mundo inteiro, no Brasil é comemorado dia 26 de julho, quando também é o Dia dos Avós.

Reflexão

“Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez em mim coisas grandiosas” (Lc1,48-49). Estas palavras de Maria podem ser aplicadas à sua mãe. Com efeito, desde os tempos mais antigos existe esta devoção. Lembremos que Deus enche de graças a vida de muitos, especialmente os mais velhos.

Oração Final

Nós vos exaltamos, ó Deus, festejando Sant’Ana e São Joaquim e lembrando a escolha que fizestes de um povo com o qual estabeleceu estreita aliança. Como muitos anciãos que aparecem na Bíblia, Sant’Ana e São Joaquim viveram na graça do Senhor. Pedimos a intercessão dos nossos padroeiros pelos idosos, para que vivam com dignidade e harmonia. Quando a vida parecer infecunda, ajudai-nos a confiar na misericórdia de Deus e a darmos frutos. Quando estivermos confusos, ajudai-nos a encontrar o caminho de volta a Deus. Quando estivermos perdidos no deserto, conduzi-nos de volta àqueles a quem Deus nos mandou amar. Pedimos também pelas nossas necessidades pessoais e pelo nosso servir a Deus por meio do Movimento Água Viva (momento de silêncio). Amém.

Oração do Terço

São Joaquim e Santa Ana, rogai por nós!

 

Pentecostes, o sopro de Jesus

Eaii galeraa, vocês estão sabendo o que comemoramos hoje? Certamente se você já participar a santa missa de hoje já está ligado sobre o que vamos falar. Hoje é uma solenidade, uma data muito especial para a Igreja, e queremos refletir um pouco sobre ela. Bora?

Para começar nossa reflexão, precisamos ver o que Jesus nos fala no evangelho de São João e, também, o que encontramos no livro dos Atos dos Apóstolos.

Tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso que encheu toda a casa onde encontravam. Apareceram-lhe, então, línguas como de fogo, que se repartiam e que pousaram sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo

(At 2, 1-4)

Ele lhes disse de novo: ‘A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio.’ Dizendo isso soprou sobre eles e lhes disse: ‘Recebei o Espírito Santo.

(Jo 20 21-22)

Pentecostes!

O dia em que se completou a páscoa de Cristo Crucificado, o dia em que Jesus soprou sobre a Igreja, o dia em que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos, o dia em que os homens que estavam trancados com medo, saíram para pregar a salvação. O dia em que o Pai celestial nos envia o auxílio necessário para vivermos na graça. A partir deste momento a Igreja sai em missão. É um novo tempo que se inicia!

Podemos fazer uma relação do dia de Pentecostes com o dia em que recebemos o sacramento da Crisma. Este sacramento faz parte na iniciação cristã, mas é o ponto final dessa trajetória inicial, aquele momento em que atingimos a maturidade cristã e que recebemos os dons do Espírito Santo.

Quando recebemos esses dons, assumimos o compromisso de sermos servos de Deus, de fazer a sua vontade e de pregar o Seu evangelho, ou seja, assumimos o compromisso de salvar almas. Lá em Pentecostes, quando estava João, Lucas, Pedro e os outros, eles receberam esse espírito e aquele medo que tinham dos judeus, foi transformado em fortaleza para assim, saírem pelas ruas pregando e convertendo. E este Espírito vem como fogo a nos incendiar, a nos consumir por inteiro, nos conduzindo para o Alto.

“Já são sou eu que vivo em mim, mas Cristo vive em mim”.

(Gl 2, 20)

Assim como os apóstolos foram completamente transformados pelo Espírito, eles que antes eram fracos e medrosos, e agora, eram corajosos e fortes, saíram por todos os cantos pregando com audácia e inteligência, sem medo de proclamar a fé e com isso, converteram milhares de pessoas, precisamos nós, sentir esse sopro da coragem e fortaleza que o Nosso Senhor nos envia. Precisamos nós, reacender esta chama que nos consome por inteiro, para nos doar completamente e nos elevar ao Pai.

Ensinamentos do O Papa Bento XVI

O Papa Bento XVI vem nos ensinar que, o Filho amado de Deus, sopra sobre o povo o seu Espírito, mas é preciso estar muito perto de Jesus para sentir esse sopro, próximo ao ponto de receber e sentir este “hálito” do Cristo Crucificado. Este sopro quando sai de Jesus e entra nos discípulos se constitui como vida, portanto, precisamos dele, do Espírito, para nós também vivermos, e vivermos para Cristo.

Em Pentecostes também estava presente nossa mãe Maria, Ela que já havia experimentado profundamente a ação do Santo Espírito, no momento da concepção de Jesus, quando o Espírito pousa sobre Ela, estava ali para aguardar a Igreja ser batizada pelo mesmo Espírito.

Mãe dos apóstolos

Maria também é mãe dos apóstolos, portanto está ali com eles como uma figura maternal, auxiliando e preparando os seus filhos a perseverarem na fé enquanto esperavam a descida do Espírito Consolador.

Ah meus amigos, que grande graça é ter o Espírito em nós. Que alegria, consolo e fortaleza é saber que temos o Fogo do Espírito para nos conduzir e capacitar todos os dias, em todos os nossos afazeres, medos e percursos. A este Espírito, devemos desejar de todo nosso coração e com todas as nossas forças.

Convido você a ter o hábito de clamar a presença do Espírito Consolador na sua vida, ao acordar, chama por Ele para que te guie e te faça ter um dia fiel a Deus. Quando precisar falar com alguém, clame pela sabedoria do Espírito. Quando estiver com dúvidas, peça o dom da ciência… Peça pelo Espírito em todos os momentos de sua vida. Foi Jesus quem nos enviou este auxílio e nos disse que este, seria o nosso apoio e força em tempos difíceis, para chegarmos ao céu.

“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua consolação.

Por Cristo Senhor Nosso. Amém”

Ministério de Formação

Festa da Misericórdia

Fala movimento água viva!! Eis que passaram-se 7 dias após a ressurreição de nosso Senhor, após o grande júbilo da páscoa vivemos mais um momento de alegria na Igreja, a Festa da Misericórdia, festa em que o próprio Deus nos mostra mais uma vez o seu amor sem limites. 

A Misericórdia

Experimentar da misericórdia de Deus é perceber o quanto somos pequenos e quão grande Ele é, nós que muitas vezes somos tão infiéis, que trocamos Deus por tão pouco, talvez por um episódio a mais na nossa série favorita, pela pouca paciência com nossos familiares, colocando mil coisas na frente d’Ele e até mesmo desejando as coisas da terra mais do que as do céu. 

Lentos, pequenos, miseráveis, mas mesmo assim amados por Deus, quando contrastamos a nossa pequenez com a grandeza do vosso amor é que podemos experimentar a misericórdia divina. A nossa sujeira pode ser purificada e renovada por um Deus capaz de nos dar um coração novo que pulsa pelo Amor, e já não somos mais os mesmos, nos tornamos completos pela Graça. Confiar nessa misericórdia é saber que no meio dos nossos altos e baixos Deus está conosco disposto a mudar nossa história, transformando cada queda em um trampolim que nos aproxima Dele.

Tomé

Olhemos para Tomé, que viveu com Cristo e mesmo depois de sua morte não confiou na sua ressurreição, assim somos nós, que mesmo depois de experimentar Deus na vivência de movimento nos tornamos como incrédulos em alguns momentos da caminhada. Mas, assim como o apóstolo, nós podemos desejar o Céu e tocar nas feridas abertas de Deus, sendo transformados pela misericórdia. Que reconheçamos sempre as nossas faltas, clamemos a Deus a vossa graça e assim experimentaremos a sua misericórdia.

A festa

A Festa da misericórdia acontece na Igreja sempre no segundo domingo da páscoa, para entender a origem dessa festividade, precisamos saber que a devoção à Divina Misericórdia começou quando Jesus realizou algumas revelações a Santa Faustina Kowalska no ano de 1931. Tudo o que o Mestre quis passar para a humanidade foi anotado no diário pessoal da religiosa, que (por incrível que pareça) entrou no convento denominado Irmãs da Nossa Senhora da Misericórdia. Este diário foi ideia do padre confessor de Faustina. Então ela registrou inúmeras experiências sobrenaturais com Jesus.

As palavras do Senhor a Santa Faustina.

“Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”

(Diário, 49; cf. 88; 280; 299b; 458; 742; 1048; 1517).

Nosso amado Jesus deixa-nos muito claro que Ele quer distribuir a sua misericórdia e que se confiarmos e acreditarmos nesse amor gratuito e fiél alcançaremos a Verdadeira Alegria.

“Essa Festa saiu do mais íntimo da Minha misericórdia e está aprovada nas profundezas da Minha compaixão. Toda alma que crê e confia na Minha misericórdia irá alcançá-la”

(D. 420; cf. 1042; 1073)

Que a  Paz esteja conosco irmãos, que possamos no dia de hoje meditarmos o tamanho do Amor de Deus por nós, pensarmos nas nossas incredulidades e que tocados por suas chagas estejamos abertos à vontade de Deus. Eis o momento propício para receber o perdão e distribuir esse perdão a todos. Que confiantes na misericórdia de Deus, renovemos as nossas forças e caminhemos para o verdadeiro sentido da vida, não somente pela nossa salvação, mas por todos aqueles que esperam e anseiam ser alcançados pela misericórdia que diariamente experimentamos.

Núcleo de Espiritualidade
Movimento Água Viva


Referências

Jesus ressuscita para a vida

Hoje meditamos a décima quinta estação da Paixão de Nosso Senhor: Jesus ressuscita para a vida

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

“Por que buscais entre os mortos aquele que vive? Não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘É necessário o Filho do Homem ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e, no terceiro dia, ressuscitar’” (Lc 24,5b-8).

E é por meio da ressurreição que podemos ter a certeza daquilo que já havia sido dito: “o amor de Deus é mais forte do que a morte” (cf. Ct 8,6). Há várias passagens na bíblia sagrada que podemos refletir, mas São Paulo mostra o quanto a nossa fé só tem sentido com base na paixão e ressurreição do Senhor:  

“Ora, se se prega que Jesus ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns de vós que não há ressurreição de mortos? Se não há ressurreição dos mortos, nem Cristo ressuscitou. Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”. (1 Coríntios 15, 12-14)

Além disso muitos santos da Igreja falam e meditam sobre o assunto, São João Paulo II fala que:

“Cristo Ressuscitou. É este o acontecimento novo e prodigioso, verdadeiro e incontroverso, sobre o qual tudo se funda; é esta, de há muito e para sempre, a pedra angular, rejeitada pelos construtores. E, em nenhuma outra, senão nela, existe a salvação .”

Acreditamos em um Cristo ressuscitado, e a Sua ressurreição é um fato histórico incontestável. É o que celebramos semanalmente nas missas dominicais, é o centro da nossa fé, é o que nos torna cristãos. Se Cristo ressuscitou acreditamos que nós também podemos viver eternamente, e que o caminho do céu também é para nós.

Ele ressuscitou! Aleluia! Aleluia! Quanta alegria!

📍Reze 1 Pai Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai em agradecimento por ter nos dado a vida, e vida em abundância!

Jesus é descido da cruz

Hoje meditamos a décima terceira estação da Paixão de Nosso Senhor: Jesus é descido da cruz

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

O centurião e os que estavam com ele de guarda a Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a suceder, ficaram aterrados e disseram: «Ele era, na verdade, Filho de Deus». Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres, que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem. Mt 27, 54-55

Jesus morreu, o seu coração é transpassado e dele brotam sangue e água: misteriosa imagem do rio dos sacramentos, do Batismo e da Eucaristia, dos quais, renasce a Igreja. E não Lhe são quebradas as pernas, como aos outros dois crucificados; deste modo Ele aparece como o verdadeiro cordeiro pascal, ao qual nenhum osso deve ser quebrado (cf. Ex 12, 46). Para Jesus e para Maria, foi o trespassamento de dois corações com uma só lança. É esta transfixão simultânea, que nos une na adoração ao Sagrado Coração de Jesus e à veneração do Imaculado Coração de Maria

(Vatican News, Papa Bento XVI).

Maria, aqui não é Belém: aqui é o Calvário. O Seu Corpo não é branco, como se viesse de Seu Pai, mas tinto de sangue, como se de nós saísse. Em Seu berço, era um cálice de oferenda, cheio do sangue que dá vida. Agora, junto da Cruz, o Seu Corpo é um cálice vazio de todas as gotas de sangue que Ele verteu para a Redenção da Humanidade. No estábulo não havia lugar para Ele. Morto, também não tinha onde repousar a Sua cabeça – a não ser nos braços de Sua Mãe.

(Venerável Fulton J. Sheen)

“Eis que descem o Salvador da Cruz em que morrera! Ó Virgem sacrossanta, destes com tanto amor Vosso Filho ao Mundo, e vede como ele vo-lo entrega!”

(Santo Afonso Maria de Ligório)

Também nós nos aproximamos do corpo de Jesus descido da Cruz. Neste corpo reconhecemo-nos como seus membros feridos, mas guardados pelo abraço da Mãe. Reconhecemo-nos também nestes braços, os braços da Igreja-Mãe que lembram o altar que nos oferece o Corpo de Cristo. Quem podia acolher o corpo sem vida de Jesus senão aquela que Lhe dera a vida? Podemos imaginar os sentimentos de Maria, que O acolhera nos seus braços. Ao mesmo tempo que abraça seu Filho, repete uma vez mais o seu fiat. Agora Ela deve entregá-Lo às gélidas pedras do sepulcro, depois de O ter apressadamente limpo e ajeitado. A única coisa a fazer agora, é esperar. Parece infindável a expectativa do terceiro dia.

(Vatican News, Papa Bento XVI).

Medita essa estação com calma e reflete: Quantas vezes parece que Deus está morto para mim? Quantas vezes me afasto Dele e fico na escuridão assim como ficou a terra após Sua morte? E ainda, quando que nessas situações eu tenho colocado meu sofrimento no colo de Maria e tenho esperado com ela as demoras de Deus? Tenho tido intimidade com ela? Quanto Maria ainda sofre por todos os seus filhos, por mim?

📍Após refletir, reze 1 Pai Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai.

Jesus morre na cruz

Hoje meditamos a décima segunda estação da Paixão de Nosso Senhor: Jesus morre na cruz

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

A partir do meio-dia, houve trevas em toda a região, até às três horas da tarde. E, pelas três horas da tarde, Jesus bradou com voz forte: “Eli, Eli, lemá sabachthani”, quer dizer, “Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?” Alguns dos presentes ouviram e disseram: «Está a chamar por Elias». E logo um deles correu a pegar numa esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la numa cana e deu-Lhe a beber. Mas os outros disseram: «Deixa lá! Vejamos se Elias vem salvá-Lo». E Jesus, dando novamente um forte brado, expirou. Entretanto, o centurião e os que estavam com ele de guarda a Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a suceder, ficaram aterrados e disseram: «Ele era, na verdade, Filho de Deus». Mt 27, 45-50.54

Jesus reza o Salmo 22, que começa por estas palavras: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Sal 22/21, 2). E do alto da cruz vem um grito de abandono, grito de confiança no sofrimento, grito do parto de uma nova vida. Vemo-Vos, suspenso na Árvore da Vida, fazendo jorrar a vida em abundância. O homem pensou insensatamente: Deus morreu! Mas, se morre Deus, quem nos dará ainda a vida? Se morre Deus, o que é a vida? A vida é Amor! Então, a cruz não é a morte de Deus, mas na verdade é o momento em que se rompe a frágil crosta da humanidade assumida por Deus e começa a inundação de amor que renova a humanidade. Da cruz nasce a conversão de Agostinho, a pobreza feliz de Francisco de Assis, a bondade de Vicente de Paulo; o heroísmo de Maximiliano Kolbe, a caridade de Madre Teresa de Calcutá, a coragem de João Paulo II. Por isso a cruz não é a morte, mas nascimento do seu Amor no mundo. Bendita seja a cruz de Cristo.

(Vatican News, Papa Bento XVI, 2005)

Medita essa estação com calma e reflete: Peça para que nada mais te separe Dele, Ele que deu tudo por nós, nos deu a vida em abundância. Se possível faça um momento de adoração em um sacrário, ou ao assistir a próxima missa recorde desse momento da morte, o momento em que recebemos a maior prova de amor.

📍Após refletir, reze 1 Pai Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai.

Jesus é pregado na cruz

Hoje meditamos a décima primeira estação da Paixão de Nosso Senhor: Jesus é pregado na cruz

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

Puseram por cima da cabeça d’Ele um letreiro escrito com a causa da condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. Foram então crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam dirigiam-Lhe insultos, abanavam a cabeça e diziam: “Tu que demolias o Templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz!” De igual modo, também os sumos sacerdotes troçavam, juntamente com os escribas e os anciãos, e diziam: “Salvou os outros e a Si mesmo não pode salvar-Se! É Rei de Israel! Desça agora da cruz, e acreditaremos n’Ele”. Mt 27,37-42

Jesus assume todo o sofrimento da crucificação, nem sequer toma a bebida anestesiante que Lhe fora oferecida. Eis o Messias esperado, suspenso no madeiro da cruz entre dois ladrões. As duas mãos que abençoaram a humanidade estão trespassadas e os dois pés que palmilharam a terra para anunciar a Boa Nova estão suspensos. Os olhos cheios de amor que curaram os enfermos, já não fixam senão o Céu. Deixemo-nos pregar a Ele, sem ceder a qualquer tentação de nos separarmos.

(Vatican News, Papa Bento XVI, 2005; Papa Francisco, 2013).

São Meliton de Sardes escreveu: “os padecimentos físicos já tão violentos ao fincar os pregos, em órgãos extremamente sensíveis e delicados, faziam-se ainda mais intensos pelo peso do corpo suspenso pelos pregos” e São Josemaria Escrivá fala “Quem me dera não estar atado senão por três pregos, nem ter outra sensação em minha carne que a Cruz”.

Medita essa estação com calma e reflete: Como poderei retribuir se não dando a minha vida inteira? Sugere-se que se reflita com a música Belíssimo Esposo da Comunidade Católica Shalom.

📍Após refletir, reze 1 Pai Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai.

Jesus é despojado de suas vestes

Hoje meditamos a décima estação da Paixão de Nosso Senhor: Jesus é despojado de suas vestes

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

Chegados a um lugar chamado Gólgota, quer dizer «Lugar do Crânio», deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Mas Jesus, quando o provou, não quis beber. Depois de O terem crucificado, repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-Lo. Mt 27,33-36.

Jesus é despojado das suas vestes. Ser despojado em público significa que Jesus já não é ninguém, é desprezado por todos. O momento do despojamento recorda-nos também a expulsão do paraíso: ficou sem o esplendor de Deus o homem, que agora está, ali, nu e exposto, desnudado e envergonha-se. Nudez é sinónimo de verdade do ser, ao ficar despojado Jesus tece a partir da cruz,  a roupa de dignidade do homem. Jesus recorda-nos o fato de que todos nós perdemos a primeira veste, isto é, o esplendor de Deus. Junto da cruz, os soldados lançam sortes para repartirem entre si as suas vestes. Recordemos ainda que, segundo diz S. João, o objeto do sorteio era a túnica de Jesus – toda tecida de alto a baixo sem costura, o que faz alusão à veste do sumo sacerdote, que também era sem costura. Ele, o Crucificado, é realmente o verdadeiro sumo sacerdote

(Vatican News, Papa Bento XVI).

Medita essa estação com calma e reflete: Tenho pedido a Deus a graça de reconhecer e bendizer os despojamentos que são necessários para que eu possa me tornar apenas aquilo que ele quer? Que eu possa senhor reconhecer aquilo de que preciso me despojar para poder me encontrar com a nudez redentora, e reconhecer a obediência e dependência do Pai em minha vida, para poder então receber vestes novas.

📍Após refletir, reze 1 Pai Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai.

Jesus cai pela terceira vez

Hoje meditamos a nona estação da Paixão de Nosso Senhor: Jesus cai pela terceira vez

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.

É bom para o homem suportar o jugo desde a sua juventude. Que esteja solitário e silencioso, quando o Senhor o impuser sobre ele; que ponha sua boca no pó: talvez haja esperança! Que dê sua face a quem o fere e se sacie de opróbrios. Pois o Senhor não rejeita para sempre: se Ele aflige, Ele se compadece segundo a sua grande bondade. (Lamentações 3, 27-32)

Pode a terceira queda de Jesus fazer-nos pensar na queda do homem, no afastamento de muitos de Cristo, um secularismo sem Deus. Mas não deveríamos pensar também em tudo quanto Cristo tem sofrido na sua própria Igreja? Tantas vezes celebramos apenas nós próprios, sem nos darmos conta sequer d’Ele! Quão pouca fé existe em tantas teorias, quantas palavras vazias! Quanta auto-suficiência há entre aqueles que deveriam pertencer completamente a Ele! Tudo isto está presente na sua paixão. A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)

(Vatican News, Papa Bento XVI).

Medita essa estação com calma e reflete:  Como tenho servido na Igreja? Tenho me colocado a disposição? Tenho me colocado como o centro das atividades? Quais são as imperfeições do meu servir?

📍Reza pela igreja, por todo o clero, pelo Santo Padre o Papa Francisco, por todos os sacerdotes, principalmente pelo o de sua paróquia. Após refletir, reze 1 Pai Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai.