Aprenda a rezar o terço da Misericórdia às 15h

Os ministérios de intercessão e dos criativos do Movimento Água Viva se uniram para criar um guia de oração para rezar o terço da Misericórdia diariamente, Baixe, salve no celular, mande para seus familiares e amigos e juntos, vamos rezar pela Misericórdia de Jesus por cada um de nós e pelo mundo inteiro.

Guia de oração para rezar o terço da Misericórdia

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Por que rezar o terço da Misericórdia?

A melhor forma de entender o que significa rezar o terço da Misericórdia diariamente às 15h, na dita hora da Misericórdia, é lendo o livro Diário de Santa Faustina .

Em uma tentativa de fazer um super resumo, podemos relatar que o prório Jesus Cristo apareceu a Santa Faustina pedindo que ela pintasse a sua imagem, como ela estava vendo, e escrevesse a baixo dela “Jesus, eu confio em Vós”. Algo que ela não teve sucesso em realizar, por não ter habilidades artísticas para tal missão, se rendeu a pedir que um verdadeiro artista o fizesse.

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Pentecostes, o sopro de Jesus

Eaii galeraa, vocês estão sabendo o que comemoramos hoje? Certamente se você já participar a santa missa de hoje já está ligado sobre o que vamos falar. Hoje é uma solenidade, uma data muito especial para a Igreja, e queremos refletir um pouco sobre ela. Bora?

Para começar nossa reflexão, precisamos ver o que Jesus nos fala no evangelho de São João e, também, o que encontramos no livro dos Atos dos Apóstolos.

Tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso que encheu toda a casa onde encontravam. Apareceram-lhe, então, línguas como de fogo, que se repartiam e que pousaram sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo

(At 2, 1-4)

Ele lhes disse de novo: ‘A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio.’ Dizendo isso soprou sobre eles e lhes disse: ‘Recebei o Espírito Santo.

(Jo 20 21-22)

Pentecostes!

O dia em que se completou a páscoa de Cristo Crucificado, o dia em que Jesus soprou sobre a Igreja, o dia em que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos, o dia em que os homens que estavam trancados com medo, saíram para pregar a salvação. O dia em que o Pai celestial nos envia o auxílio necessário para vivermos na graça. A partir deste momento a Igreja sai em missão. É um novo tempo que se inicia!

Podemos fazer uma relação do dia de Pentecostes com o dia em que recebemos o sacramento da Crisma. Este sacramento faz parte na iniciação cristã, mas é o ponto final dessa trajetória inicial, aquele momento em que atingimos a maturidade cristã e que recebemos os dons do Espírito Santo.

Quando recebemos esses dons, assumimos o compromisso de sermos servos de Deus, de fazer a sua vontade e de pregar o Seu evangelho, ou seja, assumimos o compromisso de salvar almas. Lá em Pentecostes, quando estava João, Lucas, Pedro e os outros, eles receberam esse espírito e aquele medo que tinham dos judeus, foi transformado em fortaleza para assim, saírem pelas ruas pregando e convertendo. E este Espírito vem como fogo a nos incendiar, a nos consumir por inteiro, nos conduzindo para o Alto.

“Já são sou eu que vivo em mim, mas Cristo vive em mim”.

(Gl 2, 20)

Assim como os apóstolos foram completamente transformados pelo Espírito, eles que antes eram fracos e medrosos, e agora, eram corajosos e fortes, saíram por todos os cantos pregando com audácia e inteligência, sem medo de proclamar a fé e com isso, converteram milhares de pessoas, precisamos nós, sentir esse sopro da coragem e fortaleza que o Nosso Senhor nos envia. Precisamos nós, reacender esta chama que nos consome por inteiro, para nos doar completamente e nos elevar ao Pai.

Ensinamentos do O Papa Bento XVI

O Papa Bento XVI vem nos ensinar que, o Filho amado de Deus, sopra sobre o povo o seu Espírito, mas é preciso estar muito perto de Jesus para sentir esse sopro, próximo ao ponto de receber e sentir este “hálito” do Cristo Crucificado. Este sopro quando sai de Jesus e entra nos discípulos se constitui como vida, portanto, precisamos dele, do Espírito, para nós também vivermos, e vivermos para Cristo.

Em Pentecostes também estava presente nossa mãe Maria, Ela que já havia experimentado profundamente a ação do Santo Espírito, no momento da concepção de Jesus, quando o Espírito pousa sobre Ela, estava ali para aguardar a Igreja ser batizada pelo mesmo Espírito.

Mãe dos apóstolos

Maria também é mãe dos apóstolos, portanto está ali com eles como uma figura maternal, auxiliando e preparando os seus filhos a perseverarem na fé enquanto esperavam a descida do Espírito Consolador.

Ah meus amigos, que grande graça é ter o Espírito em nós. Que alegria, consolo e fortaleza é saber que temos o Fogo do Espírito para nos conduzir e capacitar todos os dias, em todos os nossos afazeres, medos e percursos. A este Espírito, devemos desejar de todo nosso coração e com todas as nossas forças.

Convido você a ter o hábito de clamar a presença do Espírito Consolador na sua vida, ao acordar, chama por Ele para que te guie e te faça ter um dia fiel a Deus. Quando precisar falar com alguém, clame pela sabedoria do Espírito. Quando estiver com dúvidas, peça o dom da ciência… Peça pelo Espírito em todos os momentos de sua vida. Foi Jesus quem nos enviou este auxílio e nos disse que este, seria o nosso apoio e força em tempos difíceis, para chegarmos ao céu.

“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua consolação.

Por Cristo Senhor Nosso. Amém”

Ministério de Formação

São Filipe Néri, rogai por nós!

Galera, hoje comemorados o dia de São Filipe Néri, um santo muito  interessante, que teve algumas experiências místicas, tinha um amor imenso pela Eucaristia e pela caridade. E foi com esse santo que escolhemos começar o nosso ciclo de estudos, chamado Na onda de São Filipe Néri.

Bora conhecer um pouco sobre ele?

Filho de pai nobres e piedosos, Filipe Neri nasceu em 1515, na cidade italiana de Florença. De boa índole, modos afáveis e inclinação à oração, o menino mereceu já aos 5 anos o apelido de “o bom Filipe”.

Um incêndio, no entanto, destruiu grande parte da fortuna dos seus pais. Filipe passou a morar com um primo, riquíssimo negociante, em São Germano. O primo prometeu estabelecê-lo como herdeiro de todos os seus bens se quisesse tomar-lhe a gerência dos negócios. O bom Filipe, porém, sentia pouca inclinação a ser negociante; o que ele queria era ser santo e, apesar das insistências do primo, resolveu dedicar-se ao serviço de Deus. Estudou Filosofia e Teologia em Roma e adotou um modo de vida austeríssimo, que manteve até o fim: alimentava-se de pão, água e legumes, reservava poucas horas ao sono e dedicava longo tempo à adoração.

Desejoso de se devotar à vida contemplativa, vendeu a biblioteca, deu os bens aos pobres e aprofundou o espírito na meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus. Passava todo o tempo disponível nas igrejas e catacumbas.

Foi nas catacumbas de São Sebastião, em 1545, que recebeu o Espírito Santo em forma de bola de fogo. Sentiu na ocasião tanto ardor do amor de Deus que as fortíssimas palpitações do coração lhe deslocaram a segunda e a quarta costelas.

Com tamanho amor divino, imenso era também o seu amor pelo próximo. Filipe tinha o dom de atrair todos a si com a sua afabilidade, cortesia e modéstia. Era amigo de todos e, uma vez conquistada a sua confiança, os preparava para os sacramentos e os encaminhava para o bem. Passava noites em hospitais cuidando de doentes. O mais belo monumento da sua caridade é a Irmandade da Santíssima Trindade, cujo fim principal era receber os romeiros e cuidar dos enfermos.

No início de cada mês, Filipe convidava o povo a adorar o Santíssimo Sacramento, ocasiões em que, embora leigo, fazia admiráveis alocuções aos fiéis. A piedosa ideia ecoou entre o povo, que dava abundantes esmolas à nova instituição. Cardeais, bispos, reis, ministros, generais e princesas viam grande honra em pertencer a esta irmandade.

Seguindo o conselho do seu confessor, Filipe recebeu o santo Sacramento da Ordem quando tinha 36 anos. Sua vontade era trabalhar nas Índias e morrer mártir por Cristo. A Vontade de Deus para ele, porém, era que a sua terra de missão fosse a própria Roma. Ele então se tornou apóstolo da capital da cristandade. Chamou homens igualmente distintos pelo saber e pela piedade a fazerem parte da sua obra principal, a fundação da Congregação da Oração. Passava grande parte do dia no confessionário. Às suas conferências espirituais acorriam cardeais, bispos, sacerdotes e leigos, que se confiavam à direção de São Filipe e o veneravam como a um pai.

Assim como conquistava confiança ilimitada, também ilimitada era a inveja e o ódio que atraía de Satanás e dos seus sequazes. Os confrades tiveram que provar muitas vezes o escárnio, a calúnia e perseguição. O ódio dos inimigos chegou a ponto de levarem uma falsa acusação às autoridades eclesiásticas, acarretando para Filipe a suspensão das ordens sacerdotais. Privado da celebração da Santa Missa, da pregação e da administração do Santíssimo Sacramento, o santo não perdeu a paz.

A suspensão acabou sendo retirada. O inimigo principal do santo, caindo em si, fez reparação pública e se tornou seu discípulo.

No final da vida já não conseguia rezar a Santa Missa em público, tamanha a comoção que lhe sobrevinha na celebração dos santos mistérios. Estando no púlpito, as lágrimas lhe embargavam a voz quando falava do Amor de Deus e da Paixão de Cristo. Quando celebrava a Missa, chegando à Santa Comunhão, ficava arrebatado em êxtase pelo espaço de duas a três horas enquanto o seu corpo se elevava à altura de dois palmos. Não é de admirar que o Papa o consultasse em importantes decisões e quisesse beijar as suas mãos.

É à sua prudência e clarividência que a França deve a felicidade de ter permanecido católica no ardor das guerras civis, quando Henrique IV, calvinista, abjurou a heresia cismática e abraçou a fé da Igreja. Quando o rei teve uma recaída no calvinismo e depois voltou mais uma vez para a Igreja, o Papa Clemente VIII, apoiado por cardeais, lhe negou a absolvição. Mas Filipe, prevendo a apostasia da França caso o Papa persistisse nesta resolução, fez jejuns e orações extraordinárias e pediu a Barônio, confessor do Papa, que o acompanhasse nestes exercícios para alcançar a luz do Espírito Santo. Henrique IV acabou absolvido pelo Papa e recebido solenemente no seio da Igreja.

Alquebrado pela idade e pelo trabalho, Filipe caiu doente. Os médicos que saíam do seu quarto desanimados ouviram-no, porém, exclamar:

“Ó minha Senhora, ó dulcíssima e bendita Virgem!”

Voltando ao quarto, encontraram o santo elevado sobre o leito, exclamando em êxtase:

“Não sou digno, não sou digno de vós, ó dulcíssima Senhora, que venhais visitar-me!”

Os médicos lhe perguntaram o que sentia. Voltando a si, Felipe lhes respondeu com outra pergunta:

“Não vistes a Santíssima Virgem, que me livrou das dores?”

Ele se levantou, completamente curado, e viveu mais um ano.

Tendo predito a hora da morte, Filipe fechou os olhos para este mundo no dia 2 de maio de 1595. Filipe Néri foi beatificado pelo Papa Paulo V em 1614 e canonizado por Gregório XV em 1622.

E aí, se encantaram por esse Santo também, ou foi só eu? Ele teve uma experiência extraordinária com o Espírito Santo, tinha experiências místicas com a eucaristia, ficava horas em adoração, convertia as pessoas, rezava pelos seus, e ainda encontrou Maria num dos momentos de sofrimento. É ou não é demais?! E tem muito mais para conhecermos sobre esse Santo, vem com a gente!

São Filipe Néri, rogai por nós.

Ministério de Formação

Romanos 12, 12

Eaí galeeera, beleza? Como vocês estão?

Saudade de nos reunirmos, ficar batendo papo, comer aquele lanche pós reunião, fazer aquela bagunça de sempre, rezar juntos, ver as crianças correndo nas reuniões e dar um abraço apertado em todos. Somos só nós que estamos com essa saudade ou vocês também?!?!?

Estamos vivendo um período bem diferente na nossa vida, e até na história da Igreja. Um período em que não podemos estar pertinho daqueles que amamos, não conseguimos com tanta facilidade nos confessar e receber Jesus… inclusive em muitos momentos não conseguimos estar em comunhão com Deus, mesmo estando mais em casa e teoricamente com mais tempo disponível.

Muitos de nós estamos trabalhando mais que o normal, colocando em ordem aquelas coisas que nunca conseguimos fazer, tentando organizar a vida para quando voltarmos ao normal, não é mesmo?

Mas e a nossa fé, como está? Nossa vida de oração?

Tudo isso que vivemos já não é fácil, mas se estivermos distantes de Deus, fica mais difícil ainda, por isso hoje a proposta é para refletirmos como está a nossa intimidade com o Cristo ressuscitado. A nossa diferença em relação àqueles que não tem fé, é justamente ter fé em Deus, acreditar que o sentido da nossa vida vai muito além desse momento de sofrimento, é confiar que Deus não nos abandona, é nos jogarmos nos braços do Pai e deixar Ele conduzir nossa vida. É estar firme na rocha mesmo diante da tribulação. Deus é esta rocha, apegue-se a Ele.

Precisamos manter nossa rotina de oração, e para quem ainda não tinha essa rotina, esse é o momento de iniciar! Separe um momento do seu dia para ficar com Deus, conversar com Ele, ler a palavra, rezar, meditar, rezar o terço, conversar com o seu Santo de devoção, pedir a ele que te ajude a viver esse tempo. Separe este momento e seja fiel, encontre-se com Deus diariamente.

Uma carta de São Paulo para nós

Na carta que São Paulo escreveu aos Romanos, ele nos dá um conselho que podemos tomar para nós todos os dias, especialmente nesse momento que pode ser desesperador ou bagunçado para muitos

“Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração”

(Rm 12, 12)

Vamos, alegre-se com a vida que Deus te deu, com o seu trabalho, com o seu estudo, com a família… alegre-se por ter a tecnologia que te une a outras pessoas. Alegra-te! Caso o desânimo e tristeza assombre os seus pensamentos, lembre que estais de pé! Que podes levantar da cama para ver o mundo pela janela, sentir a brisa do vento e assim perceber que é menos um dia para o final dessa crise. Isso tudo vai passar, as tribulações servem para nos fortalecer e santificar, para nos unirmos ao sofrimento de Cristo. Seja paciente! Junte-se a Deus, fique com Ele durante seus afazeres, reze algumas jaculatórias durante o dia, coloque uma imagem santa próximo ao seu local de trabalho/estudo, leia sobre os santos, a doutrina e a bíblia, veja filmes que te edifique, coloque-se no colo de Maria e sob a proteção de São José, reza ao teu Anjo da guarda para te proteger e inspirar. Esteja em comunhão com o céu, reze!

Essa é a oportunidade que temos de restabelecer a nossa intimidade com Deus, de firmar o compromisso de entrega e buscarmos o céu.

Leu uma passagem bíblica e achou interessante? Compartilha com outras pessoas, reflitam sobre ela. Vai rezar o terço? Liga para um amigo e rezem juntos! Estejamos unidos em oração, na esperança e na paciência.

Deus jamais abandona suas ovelhas, tenha fé!

Que Deus lhe abençoe!

Salve Maria.

Ministério de Formação 

Maria, humana como nós

É comum meditarmos a Santidade da Virgem Maria, mas você já parou para meditar a humanidade de nossa Senhora?

Em toda a história da salvação Deus nos deixa claro, seja pela voz do profeta (Isaías) ou mesmo no Gênesis quando declara a inimizade entre a serpente e a mulher, que uma mulher (humana) daria luz ao salvador. Ele não viria nem de uma divindade e muito menos desceria do céu em meio a trombetas, viria como nós, nascido de uma mulher.

A santidade da Virgem Maria

É comum meditarmos a santidade da Virgem Maria, mas por vezes esquecemos de notar o quanto essa santidade está intimamente ligada a humanidade de nossa Senhora. São João Paulo II sabiamente nos escreveu na constituição dogmática Lumem gentium que “todos são chamados à santidade, e a todos coube a mesma fé e justiça de Deus” (Lumem gentium, 32) . Isso quer dizer que em nossa qualidade humana temos como princípio a busca da santidade, nossa vocação primeira é a de sermos Santos. Nossa Senhora, portanto, seguiu sua vocação primeira com perfeição, atingindo a santidade por ser perfeitamente humana.

Se prestarmos atenção, a sagrada escritura nos mostra traços claros da humanidade de nossa Senhora. Um exemplo está no episódio da anunciação.

Neste episódio, Maria encontrava-se possivelmente recolhida, talvez em oração ou até mesmo nos afazeres de casa, quando o anjo Gabriel adentrou dizendo “Ave cheia de graça, o Senhor é contigo”. Na sequência, a palavra nos diz que Maria ficou cheia de surpresa e confusa com tal saudação. 

A jovem mulher

Aqui precisamos nos imaginar no episódio. Nossa Senhora era uma jovem mulher de uns 15 anos, de muita fé e principalmente com muito conhecimento das sagradas escrituras, sendo assim, sabia perfeitamente o que aquela saudação do anjo significava. Qualquer um de nós, humanos, ficaria surpreso e até mesmo assustado naquela situação e com Maria não foi diferente, ela ficou confusa, talvez até assustada.

O anjo então toma a palavra, acalma nossa Senhora e explica que ela faria parte da história da salvação, do cumprimento das promessas de Deus, sendo o meio pelo qual o Salvador viria ao mundo. Ao fim da explicação, é possível imaginar o silêncio que pode ter tomado conta daquele ambiente: Maria, uma simples jovem, havia sido convidada para participar de algo que mudaria completamente a sua história, a história da humanidade. A resposta de nossa Senhora nesse momento definiria tudo e ela, na sua humanidade, disse sim, mas não apenas um sim qualquer. Maria disse o seu fiat! (faça-se) e mostrando toda a sua pequenez humana para trazer o Deus vivo a este mundo, entregou esta tarefa nas mãos de Deus.

Maria com certeza teve muitos desafios durante a sua vida. Além de viver em uma época muito difícil para as mulheres, nossa Senhora precisou abrir mão de muitas coisas para servir inteiramente a Deus. Ela entregou suas vontades, seus planos, tudo o que tinha para ser inteiramente a medianeira, aquela que geraria e faria crescer o filho de Deus.

Nossa senhora além de gerar e cuidar da criação e educação de Jesus, fazendo-o crescer em tamanho e sabedoria, também foi responsável pelos cuidados da casa e também de São José seu esposo que, segundo a tradição, tinha mais idade que ela. Sendo assim, além da visão de mãe terna e carinhosa, Maria nos ensina a determinada determinação que se deve ter no servir a Deus no ordinário de cada dia.

É comum em nossa juventude meditarmos sobre as vocações e principalmente sobre como vamos buscar a santidade no ordinário dos nossos dias.

Maria foi um exemplo de extraordinário no ordinário da sua vivência humana. 

Pensando no ordinário e na busca de santidade no dia a dia, temos em nossas casas exemplos de seres humanos que, às vezes sem saber, estão buscando a santidade, são eles os nossos pais. Por vezes eles vivem sacrifícios diários a favor da nossa criação e educação, seja para pôr comida na mesa ou então para nos dar condições melhores no futuro, eles sempre estão dispostos a se gastarem pelo nosso melhor. O que seria isso se não uma profunda vivência humanitária, atos de amor fraterno por uma criatura de Deus que veio ao mundo através deles – a profunda vivência humanitária nos aproxima da santidade, nos ensina a Virgem Maria. Portanto, devemos perceber que em cada gesto de humanidade existe um toque divino, um aroma Santo, que nos aproxima de Deus e nos assemelha a Nossa Senhora.

O exemplo do “SIM” de Maria

A partir da humanidade de Maria e do seu “sim”, deu-se início ao cumprimento da promessa da salvação. A partir do “sim” humano de nossos pais, deu-se início a nossa história de salvação particular. Agora chega a nossa vez.

Que Maria seja exemplo de ser humano para cada um de nós e que, ao reflexo dela, possamos viver o extraordinário no ordinário das nossas vidas, amando e servindo a Deus em cada gesto simples de humanidade.

Por Vinicius Bandeira

Festa da Misericórdia

Fala movimento água viva!! Eis que passaram-se 7 dias após a ressurreição de nosso Senhor, após o grande júbilo da páscoa vivemos mais um momento de alegria na Igreja, a Festa da Misericórdia, festa em que o próprio Deus nos mostra mais uma vez o seu amor sem limites. 

A Misericórdia

Experimentar da misericórdia de Deus é perceber o quanto somos pequenos e quão grande Ele é, nós que muitas vezes somos tão infiéis, que trocamos Deus por tão pouco, talvez por um episódio a mais na nossa série favorita, pela pouca paciência com nossos familiares, colocando mil coisas na frente d’Ele e até mesmo desejando as coisas da terra mais do que as do céu. 

Lentos, pequenos, miseráveis, mas mesmo assim amados por Deus, quando contrastamos a nossa pequenez com a grandeza do vosso amor é que podemos experimentar a misericórdia divina. A nossa sujeira pode ser purificada e renovada por um Deus capaz de nos dar um coração novo que pulsa pelo Amor, e já não somos mais os mesmos, nos tornamos completos pela Graça. Confiar nessa misericórdia é saber que no meio dos nossos altos e baixos Deus está conosco disposto a mudar nossa história, transformando cada queda em um trampolim que nos aproxima Dele.

Tomé

Olhemos para Tomé, que viveu com Cristo e mesmo depois de sua morte não confiou na sua ressurreição, assim somos nós, que mesmo depois de experimentar Deus na vivência de movimento nos tornamos como incrédulos em alguns momentos da caminhada. Mas, assim como o apóstolo, nós podemos desejar o Céu e tocar nas feridas abertas de Deus, sendo transformados pela misericórdia. Que reconheçamos sempre as nossas faltas, clamemos a Deus a vossa graça e assim experimentaremos a sua misericórdia.

A festa

A Festa da misericórdia acontece na Igreja sempre no segundo domingo da páscoa, para entender a origem dessa festividade, precisamos saber que a devoção à Divina Misericórdia começou quando Jesus realizou algumas revelações a Santa Faustina Kowalska no ano de 1931. Tudo o que o Mestre quis passar para a humanidade foi anotado no diário pessoal da religiosa, que (por incrível que pareça) entrou no convento denominado Irmãs da Nossa Senhora da Misericórdia. Este diário foi ideia do padre confessor de Faustina. Então ela registrou inúmeras experiências sobrenaturais com Jesus.

As palavras do Senhor a Santa Faustina.

“Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”

(Diário, 49; cf. 88; 280; 299b; 458; 742; 1048; 1517).

Nosso amado Jesus deixa-nos muito claro que Ele quer distribuir a sua misericórdia e que se confiarmos e acreditarmos nesse amor gratuito e fiél alcançaremos a Verdadeira Alegria.

“Essa Festa saiu do mais íntimo da Minha misericórdia e está aprovada nas profundezas da Minha compaixão. Toda alma que crê e confia na Minha misericórdia irá alcançá-la”

(D. 420; cf. 1042; 1073)

Que a  Paz esteja conosco irmãos, que possamos no dia de hoje meditarmos o tamanho do Amor de Deus por nós, pensarmos nas nossas incredulidades e que tocados por suas chagas estejamos abertos à vontade de Deus. Eis o momento propício para receber o perdão e distribuir esse perdão a todos. Que confiantes na misericórdia de Deus, renovemos as nossas forças e caminhemos para o verdadeiro sentido da vida, não somente pela nossa salvação, mas por todos aqueles que esperam e anseiam ser alcançados pela misericórdia que diariamente experimentamos.

Núcleo de Espiritualidade
Movimento Água Viva


Referências